quinta-feira, 29 de setembro de 2011

VOCÊ PRECISA MORRER!!!



É de suma importância afirmar que não desejo a sua morte física e nem estou a fazer apologia ao pecado. O que eu espero é que você morra para as enganosas fontes de alegria.
Para início de conversa, reflita sobre sua vida, sobre o que lhe motiva e o que lhe dá animo e vontade de viver. Espero que você pense e seja verdadeiro e sincero consigo mesmo. Questione-se em relação a sua felicidade, você é uma pessoa feliz? O que lhe tem feito feliz? Seus livros de auto-ajuda? O casamento e a  família dos seus sonhos? A “liberdade” que possui por ser solteiro e as curtições e festas do fim de semana?
Ou ainda quem sabe uma possível realização profissional? Se você respondeu que todas essas coisas lhe preenchem e o fazem feliz, preciso alertá-lo: você precisa morrer!
Não me entenda mal. Eu sei muito bem o que é ter um bom emprego, um casamento feliz e uma família abençoada, porém creio que essas maravilhas não são suficientes para me fazer feliz. Você nesse momento pode estar se perguntando: “o que falta então para que eu seja verdadeiramente feliz?”. Falta você ser sepultado. Acalme-se, vou explicar.
Quando uma pessoa deposita toda a sua esperança de felicidade em pessoas ou coisas, isto é, no casamento, no seu próprio ego, na família ou no trabalho, ela facilmente encontrará frustrações e decepções, pois são como cisternas rotas que não retém águas, águas essas que só Cristo pode oferecer e assim nos dar verdadeira alegria. O apóstolo Paulo quando escreveu a carta aos Romanos mostrou a eles como a morte lhes traria a verdadeira felicidade: “Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” Romanos 6.4.
Quando professamos, ou seja, quando declaramos a nossa fé em Jesus Cristo e nos tornamos membros de Sua amada Igreja, devemos no batismo sepultar o velho homem, de maneira que, em novidade de vida, possamos afirmar: “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.” Gálatas 2.20. 
Isso mesmo! Devemos morrer para vivermos! “Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.” Romanos 6.11.
Agora podemos entender que a novidade de vida em Jesus pode nos trazer a verdadeira felicidade.
Imagine o seu casamento firmado nos princípios éticos e morais cristãos, sem a desconfiança e a insegurança. Onde o respeito e a fidelidade imperam, e o perdão está sempre presente. Certa vez alguém me disse: “Quem ama tem ciúme”, que absurdo! Quem ama confia! Você pode sim ser feliz no casamento, mas quando ele é dirigido por Deus.
Ao olhar para a nossa sociedade você fica inseguro com o futuro de seus filhos? A imoralidade nos meios midiáticos o tem preocupado? E o perigo da violência, drogas e etc.? Mais uma vez lhe digo, a verdadeira felicidade está em Cristo! Deposite a sua confiança nos ensinamentos da Palavra de Deus. “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” Provérbios 22.6.
Se você não tem encontrado a felicidade e sim a decepção, talvez isso ocorra porque que as suas motivações são erradas. Deixe de buscar a satisfação própria, muitas vezes de maneira pecaminosa, e busque satisfazer Aquele que pode lhe abençoar, juntamente com toda sua família, em novidade de vida. “Porque dois males cometeu o meu povo: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retém as águas” Jr. 2:13
Caso as suas motivações sejam pecaminosas espero que você ouça as Palavras de Jesus, quando nos orienta a confiar em Deus Pai: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mateus 6.33, e assim morra para pretensões pecaminosas, vivendo em novidade de vida. 

Rev. João Marcus da Silva Cabral.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O CONSOLO VEM DO SENHOR


“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação” 2 Co 1.3.




A humanidade tem sofrido constantemente ataques de homens maus, que vem ferindo cidadãos de bem. O Massacre ocorrido em uma escola no bairro de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, foi a principal notícia da ultima semana em todas as mídias. O que podemos dizer aos pais dessas crianças com o propósito de confortá-los? E aos pais das duas adolescentes que foram covardemente assassinadas na cidade de Cunha – SP? O que falar? Há conforto para eles?

Os atos desses assassinos sem escrúpulos nos deixam perplexos. Esses acontecimentos expõem a simples realidade da nossa sociedade cruel onde, segundo Thomas Hobbes "Homo homini lupus", o homem é o lobo do homem, e também, "Bellum omnium contra omnes", é a guerra de todos contra todos.
Diante desses acontecimentos ficamos assustados! Tais fatos nos fazem  lembrar as palavras de Jesus Cristo ao afirmar: “no mundo, passais por aflições” Jo 16.33. Enquanto encontramos em nossa sociedade falsos mestres, falsos profetas e falsos apóstolos, prometendo uma prosperidade momentânea e baseada em um materialismo fútil, o Senhor da Igreja nos alerta sobre a realidade: “haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das cousas que sobrevirão ao mundo...” Lc 21.26
Podemos afirmar que vivemos em tempos difíceis, mas não estamos desamparados. Ao nos refugiarmos em Deus, estamos buscando socorro eterno, e não algo passageiro como o que é prometido por alguns falsos pregadores. Possuímos um Senhor que conhece os nossos sentimentos e fraquezas: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer de nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as cousas, à nossa semelhança, mas sem pecado” Hb 4.15. Logo, o Senhor Jesus  sabe o quão difícil é enfrentar uma realidade como a que temos enfrentado.
Cristo nos mostra que passamos por aflições, mas nos conforta com a promessa de paz: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”. Jo 16.33. Em tempos difíceis devemos confiar naquele que nos dá a vitória eterna.
O que podemos dizer a esses pais, que estão sofrendo nesse momento de imensa dor, pela perda de seus filhos amados, é que busquem verdadeiramente ao “...Deus de toda consolação!” 2 Co 1.3. Se nesses momentos vocês tem padecido pelos atos maus de homens sem escrúpulos, busquem a paz daquele que pode todas as coisas.
A minha oração em favor de vocês é essa: “A nossa esperança a respeito de vós está firme, sabendo que, como sois participantes dos sofrimentos, assim o sereis da consolação” 2 Co 1.7.
Que o nosso Senhor e consolador vos abençoe.

Rev. João Marcus Cabral

sábado, 26 de março de 2011

NÃO DEVEMOS TEMER

“Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do SENHOR, nosso Deus”. Salmo 20.7.



Algumas pessoas vivem oprimidas por uma religião do medo. Temem maldições, mal olhado, mandinga, maledicências (fofocas) e etc. Mas, será correto uma pessoa que crê no Senhor da Igreja ter medo dessas coisas?
Quando estudamos a Palavra de Deus aprendemos que não existe outro Deus. O nosso Senhor é único e pode todas as coisas. Aprendemos também que a Sua Palavra tem poder, e que tudo se formou através dela.
E a nossa palavra? Tem poder? Não somos deuses! A nossa palavra não tem poder! Somos seres limitados e pecadores, a nossa palavra não passa de mera especulação e não pode ser considerada como verdade.
As maldições, mal olhado, mandinga e maledicências não devem nos causar medo. Enquanto aqueles que não conhecem o Nosso Deus confiam em suas próprias palavras, nós nos alegramos em nosso Senhor que já nos deu a vitória. Não devemos temer o mal! “...maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” 1Jo 4.4.
Confie no Senhor e se glorie na vitória de Nosso Deus. E Ele lhe abençoará.

Rev. João Marcus Cabral

sexta-feira, 4 de março de 2011

O AMOR AO MUNDO E O AMOR AO PAI SÃO DUAS COISAS INCOMPATÍVEIS

“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro” (Mt 6.41).


Andrew Kevin Walker certa vez afirmou que “Quando você dança com o diabo, você não muda o diabo, o diabo muda você”. A convivência com a prática do pecado gera a morte e cremos que fomos chamados pelo Nosso Senhor para a vida. Logo, não podemos amar e nem praticar as obras que geram morte. Mas, como devemos fugir do pecado?
Nós cristãos já fomos libertados, pelo Senhor Jesus Cristo, da escravidão do pecado. O apóstolo Paulo em sua carta aos romanos escreveu que: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” .Rm 8.1. Porem, como podemos afirmar que estamos livres no Senhor se praticarmos obras de condenados? Como servir ao Senhor e dançar com o diabo ao mesmo tempo? Será que podemos servir ao Senhor com fidelidade sem deixar de amar o mundo? Que mal há em conviver com o pecado freqüentando bailes pagãos e pulando carnaval?
Encontramos as respostas para tais questões na Palavra de Deus. O apóstolo Tiago nos diz: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” Tg 4.7.
Primeiramente devemos nos sujeitar a Deus. Quando buscamos ao Senhor com fidelidade, dando ouvidos aos seus mandamentos, Ele nos abençoa. Lembre-se das palavras do salmista: “Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil; prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade” Sl 84.10. Devemos ter prazer em permanecer na casa do Senhor!
Em segundo lugar devemos resistir ao diabo. Não podemos ficar convivendo com a prática do pecado! O pecado não agrada a Deus e logo não é para nós. Se deixarmos de servir a Deus estamos debaixo da tutela de outro “senhor”. O prazer nas coisas dessa presente era não nos trará a verdadeira satisfação: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” 1Jo 2.15-17.
Deixe as obras desse mundo maligno de lado e demonstre o verdadeiro amor ao Senhor e ele lhe abençoará!
                         
 Rev. João Marcus Cabral

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

NÃO GUARDE O QUE É LIXO



Recentemente, vi em um tele jornal a matéria sobre uma senhora que gostava de guardar lixo em sua casa. Os vizinhos começaram a reclamar porque aquela imundícia os incomodava por diversos fatores.
Uma das conseqüências graves era o mau cheiro. As pessoas que viviam próximas da casa daquela mulher relataram que o odor putrefato do lixo atrapalhava as suas famílias, pois nem mesmo se reuniam para as refeições.
Outra conseqüência em decorrência dos dejetos eram as visitas indesejadas. Começaram a surgir moscas, ratos, baratas, o tão temido aedes aegypti e outros animais que proliferam doenças.
Não podemos nos esquecer dos cães e gatos que além de pulgas, carrapatos e fezes, trazem consigo a poluição sonora em sua “disputa cotidiana por território”. Em conseqüência disso, onde havia paz e silêncio, tornou-se um campo de batalhas e de imenso barulho.
Será que você tem agido como esta senhora? Quando você acumula pecados a sua vida se torna como uma casa cheia de lixo, fica podre e começa a incomodar os que estão a sua volta, o pecado trás doenças para a alma e, conseqüentemente, para o corpo. O pecado transforma paz em conflito, mentiras em “verdades”, amizades em inimizades e amor em ódio.
Procure lavar-se do pecado, como nos instrui a Palavra de Deus: Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o malIsaías 1.16.
Se você vive na pratica do pecado arrependa-se e tenha a sua vida como uma casa limpa e bem organizada, que está edificada sobre a Rocha que é Jesus Cristo. Assim quando vier a tempestade nada irá abalar a sua vida. Que Deus lhe abençoe.

Rev. João Marcus Cabral

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

QUAL É A TUA MOTIVAÇÃO?




“E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”. Cl 3.17.
Quando portugueses e espanhóis descobriam e começavam explorar o chamado “Novo Mundo”, a Europa sofria um forte choque cultural em decorrência da Reforma Protestante e da Contra-Reforma. É bom destacarmos que Portugal e Espanha eram países extremamente católicos. Logo, além da exploração colonial as “grandes navegações” foram justificadas pela propagação da fé católica.
A catequização dos nativos latinos americanos foi na verdade um processo de aculturação dos povos ameríndios. Como os indígenas não se adaptaram a escravidão os colonos foram buscar escravos na África, que além de sofrerem com o trabalho escravo e castigos físicos, deveriam assimilar aspectos culturais dos colonos, inclusive religiosos.
Para os portugueses a catequização foi uma desculpa para exploração colonial. Para ameríndios e africanos, a principio, a religião dos europeus era algo estranho, mas com o passar do tempo se tornou alvo da fé e esperança de libertação.
Não podemos pregar o Evangelho com a motivação errada. Anunciamos a Verdade para que Deus seja glorificado. Quando a nossa motivação é vaidade, financeira ou qualquer atitude que não seja a glória do nosso Senhor, tal pratica se torna pecaminosa.
Não cometa os mesmos erros que cometeram as missões no Brasil colonial. Deixe os falsos interesses de lado e pregue a Palavra de Deus, para que mais pessoas o conheçam e busquem a sua verdade. Se assim procedermos, o Nosso Senhor será glorificado. Que Deus nos abençõe.                                             
Rev. João Marcus

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

FORÇA NAS TRIBULAÇÕES

“Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte”. 2 Co 12.10


Enfrentamos, constantemente, todos os tipos de dificuldades. Ao passarmos por tribulações o desânimo é eminente. Será que você nunca deixou de lado um sonho ou seu objetivo por desânimo? Alguns desistem de seu curso na faculdade, do trabalho e até da própria vida! Na Igreja não é diferente. Não é raro vermos cristãos desistindo do convívio com os irmãos diante do primeiro obstáculo.
É no momento de fraquezas que devemos ser fortes! Um exemplo de perseverança, que nos enche de esperança, é o do cego de Jericó, que clamava por Jesus, quanto mais a multidão o tentava impedi-lo, de chegar a Cristo, mais ele clamava e apesar das suas limitações, ele não desistiu.
Uma mensagem que nos conforta está na carta de Jesus enviada a Igreja na Filadélfia, "... tens pouca força, entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome" (Ap 3.8). Mesmo diante da perseguição e de uma cidade entregue ao paganismo, nossos fracos irmãos se tornaram fortes no Senhor. O apóstolo Paulo possuía essa certeza e nos ensina que: "Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte" (2 Co 12.10), e ainda "tudo posso naquele que me fortalece" (Fp 4.13).
Quando vem uma grande tempestade, com fortes ventos, capaz de varrer tudo que estiver em sua frente, o melhor a fazer é buscar um abrigo próprio. Nossa vida é assim! quando fortes ventos de tribulação nos açoitam, devemos nos refugiar no Abrigo que dá forças para vencermos. Lembremos das palavras do poeta:
“Rochedo forte é o Senhor,
Refúgio na tribulação!
Constante e firme amparador,
Refúgio na tribulação!

Oh! Cristo é nosso abrigo no temporal,
Na tentação, em todo o mal!
Sim, Cristo é nosso abrigo
No temporal,refúgio na tribulação!”[1]
Não desanime! Os obstáculos da vida não devem te vencer, mas fortalecer a tua fé. Busque o auxílio de quem você pode confiar: "Confia ao SENHOR as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos" (Pv 16.3). Que Deus lhe abençõe.


Rev. João Marcus Cabral


[1] J. G. Rocha. “Abrigo no Temporal”,  in: Hinário Novo Cântico. Hino 137.